Foi num setembro assim, igualmente escaldante, que há uma década cheguei em Lisboa. Isso mesmo, dez anos. Um terço da minha vida adulta. Parece muito mais. É que o tempo na vida de um imigrante passa como no calendário dos cães, sabe como é, cada ano vale por sete. Ou, no nosso caso, ainda mais. Muito mais.
Na prática, essa década é uma vida inteira, um século de e...